
Há aqueles que, incapazes de sustentar o esforço da construção, dedicam-se ao ofício mais fácil: o de apontar fissuras. Não constroem pontes, mas examinam suas tábuas; não erguem pilares, mas medem suas imperfeições. E, muitas vezes, fazem da desconfiança sua ferramenta preferida não como prudência, mas como corrosão.
Sob a ótica estoica, isso revela mais sobre quem critica do que sobre aquilo que é criticado. Construir exige disciplina, constância e aceitação do erro como parte do processo. Já a crítica mesquinha, focada no detalhe irrelevante, é frequentemente o refúgio de quem teme o peso da responsabilidade.
Não se trata de rejeitar toda crítica a crítica justa aprimora, orienta, fortalece. Mas há uma diferença clara entre quem contribui para o aperfeiçoamento e quem apenas sabota o progresso. O primeiro caminha junto; o segundo puxa para trás.
Diante disso, a postura mais sábia não é o confronto incessante, mas o discernimento. Abandonar os que insistem em desconstruir por vaidade ou insegurança não é fraqueza é estratégia. Deixá-los à própria sorte é permitir que, no vazio da própria inação, compreendam o que antes ignoravam: que construir exige mais do que palavras, exige caráter.
E quando a ausência da obra se fizer evidente, talvez então percebam que é mais fácil destruir o que existe do que criar algo digno de permanecer.
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