terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Barragem de rejeitos da Nexa Resources em Juiz de Fora: atenção redobrada em períodos de chuva intensa

A barragem de rejeitos da Nexa em Juiz de Fora possui capacidade total licenciada de 3.478.080 m³. Atualmente, o volume armazenado (rejeitos + água) é de aproximadamente 2.661.119 m³.


*Cálculo do nível de ocupação*

Volume atual: 2.661.119 m³

Capacidade licenciada: 3.478.080 m³


Isso significa que a barragem opera hoje com cerca de 76,5% da sua capacidade total, restando aproximadamente 23,5% de volume livre até atingir o nível máximo autorizado.


Risco associado a chuvas fortes

Eventos de chuva intensa, como os registrados hoje em Juiz de Fora, não implicam automaticamente risco iminente de rompimento, especialmente porque a barragem não é do tipo a montante (o método mais crítico). No entanto, o cenário exige atenção técnica reforçada, pois chuvas volumosas podem:

Aumentar rapidamente o volume de água acumulada no reservatório;

Reduzir o fator de segurança caso os sistemas de drenagem e extravasão sejam sobrecarregados;

Elevar a pressão hidrostática sobre o maciço da barragem;

Exigir operações eficientes de controle de nível, como bombeamento e vertedouros operacionais.


Avaliação objetiva do risco

Com a barragem já acima de ¾ da capacidade, episódios de chuva intensa e contínua reduzem a margem operacional de segurança, tornando indispensável:

Monitoramento em tempo real do nível d’água;

Funcionamento pleno dos sistemas de drenagem;

Comunicação clara e preventiva com os órgãos fiscalizadores e a população do entorno.


Conclusão

Não se trata de afirmar que a barragem esteja prestes a romper, mas sim de reconhecer que chuvas extremas aumentam o grau de atenção necessário quando o reservatório já opera em patamar elevado de ocupação. Transparência, vigilância técnica permanente e planos de contingência atualizados são fundamentais para mitigar riscos e proteger a população a jusante.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

PÃO E CIRCO

Enquanto o Brasil real tropeça em filas do SUS, escolas caindo aos pedaços e estradas que parecem trilhas de rally, o espetáculo não pode parar. Em pleno ano eleitoral, uma escola de samba resolve homenagear Luiz Inácio Lula da Silva e pronto, acende-se o debate político nas redes, como se fosse surpresa misturar samba, palanque e confete.

Vieram os processos. O Tribunal Superior Eleitoral foi provocado, primeiro pelo Partido Missão, depois pelo Partido Novo. Discussão jurídica, argumentos técnicos e indignação seletiva, tudo conforme o figurino.

Mas há um detalhe que insiste em desfilar fora do enredo. Todas as escolas do Rio recebem recursos públicos, via Embratur, para promover o Carnaval. E não para por aí. Inúmeras cidades Brasil afora também recebem verbas para festas, shows e eventos, sempre sob o discurso do turismo, da cultura e da alegria nacional.

Educação básica, saneamento, segurança e ciência acabam empurrados para depois. Agora é hora do samba no pé, do aplauso ensaiado e do refrão conhecido. Quando falta pão, que não falte o circo.

É urgente estancar o gasto público com festas de rua, eventos religiosos e outros espetáculos financiados pelo Estado. Cultura e fé não precisam de dinheiro do contribuinte para existir. O que precisa de recursos são as demandas reais da população. Enquanto o poder público bancar diversão e propaganda com dinheiro público, o Brasil continuará aplaudindo na arquibancada aquilo que deveria estar sendo cobrado com seriedade.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Poder pelo poder não é projeto

 Existe na cidade um grupo que fala em valores, princípios e moralidade. Mas quando chega a hora de escolher referência, recorre exatamente ao símbolo máximo da velha política que fingem combater.

Pelo fim das emendas parlamentares em todas as esferas

 Quando os juros estão nas alturas, o governo sempre encontra um culpado conveniente. Nunca é o gasto público. Nunca é a falta de prioridade. Nunca é a irresponsabilidade fiscal travestida de sensibilidade social. Deve ser algum complô abstrato chamado mercado.

PELO DIREITO DE VIVER EM SEGURANÇA

 


A lei existe para garantir os direitos das pessoas. Em uma sociedade civilizada, quem comete um crime continua sendo cidadão, é preso, processado, julgado e tem direito à defesa. Esse é o fundamento do Estado de Direito.

PT prometeu picanha, mas deixou faltar gás: bolsonaristas votam o vale-gás e você briga por causa deles

 Enquanto você briga na internet, a boiada passa.

O QUE O BRASIL PRECISA DE MAIS URGENTE?

 O Brasil chegou a um limite.

Embrapa: o cérebro agrícola que o Brasil insiste em subestimar

 Enquanto o mundo concentra suas atenções em carros elétricos, chips, inteligência artificial e empresas de tecnologia digital, o Brasil paradoxalmente já ocupa um lugar central em uma das áreas mais estratégicas da humanidade: a produção de alimentos. Somos o celeiro do mundo. Mas ainda não somos o cérebro agrícola do planeta. E isso diz muito mais sobre escolhas políticas do que sobre falta de capacidade.

Brasil: a Nova Roma

 Terras raras. Petróleo. Água em abundância. Biomassa. O maior celeiro de alimentos do planeta. Um território continental, clima tropical privilegiado e recursos que qualquer potência sonharia em possuir. O Brasil é, objetivamente, uma das áreas mais poderosas da Terra.

Que país é esse?

 Vinte anos de didática militar, sim, didática, porque ensinaram direitinho, cujo diploma foi hiperinflação, ruptura institucional, estatização seletiva, imprensa amordaçada e corrupção em escala industrial. Um curso intensivo de “como não governar”, ministrado a ferro, censura e porões. Terminada a aula, veio a formatura democrática: eleições pós-ditadura, anistia ampla, geral e irrestrita. Ampla para militares fascínoras, restrita a meia dúzia de guerrilheiros arrependidos, alguns idealistas, outros reciclados em burocratas profissionais.

De Basra ao Mar do Norte

 Como um geólogo iraquiano ajudou a transformar a Noruega e porque outros países naufragaram no petróleo

O valor de permanecer inteiro

Sob a ótica estóica, nem toda relação que fracassa representa derrota. Algumas terminam justamente porque uma das partes escolheu permanecer...