Se um insulto é capaz de te quebrar e um aplauso de te inflar, então sua mente não está sob seu domínio
O estoicismo ensina que a liberdade começa no domínio de si. Quando a opinião alheia determina o seu valor, você deixa de ser governante da própria vida e se torna território ocupado por vozes externas. O elogio não deve te elevar além da medida, assim como a crítica não deve te reduzir abaixo daquilo que você sabe ser.
Quem depende do aplauso vive em constante ansiedade, pois precisa agradar para existir. Quem teme o insulto vive acuado, moldando-se para evitar o desconforto. Em ambos os casos, há escravidão. Não importa quem fale, basta abrir a boca para exercer poder sobre você.
A mente disciplinada não se entrega nem ao veneno da ofensa, nem ao doce perigoso da aprovação. Ela observa, filtra e decide. Aceita o que é verdadeiro, descarta o que é vazio. O valor pessoal não pode oscilar conforme o humor da multidão, pois aquilo que oscila facilmente não é virtude, é vaidade.
Ser senhor de si é permanecer firme quando criticado injustamente e sóbrio quando elogiado sem mérito. É reconhecer que a única autoridade legítima sobre seu caráter é a sua própria consciência.
Quando você deixa de reagir automaticamente, recupera aquilo que sempre foi seu. A própria mente.

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