terça-feira, 2 de junho de 2026

Caminhar Contra a Corrente

Alguns homens nascem em berços confortáveis. Outros nascem à beira de um córrego e aprendem desde cedo que a vida não oferece atalhos.

Nasci e cresci em Benfica, entre as limitações de uma família simples e os sonhos que pareciam maiores que as circunstâncias. Estudei em escola pública, onde compreendi que a verdadeira riqueza não estava no que possuíamos, mas na capacidade de imaginar um destino diferente.

Ainda jovem, fui para o movimento estudantil. Aos 14 anos deixei minha terra e segui para Rio Pomba. Estudei na escola agrícola, mas o destino tinha outros planos. Aos 15 anos, já presidente de uma entidade estudantil estadual, mudei-me para Belo Horizonte carregando pouco mais que coragem e convicção.

Os estoicos ensinam que o homem não escolhe as condições da viagem, mas escolhe a forma como caminha. E foi caminhando que construí minha história.

Trabalhei em jornal, fui diagramador, servidor universitário, técnico de planejamento e professor. Enquanto muitos esperavam oportunidades, aprendi a criá-las. Aos 19 anos construí minha primeira casa. Depois vieram outras. Não apenas paredes e telhados, mas símbolos concretos de uma vida erguida tijolo por tijolo.

Em Sabará, fui professor de Geografia e construí mais três casas. Mais tarde retornei para Juiz de Fora e ergui aquela que se tornaria minha morada definitiva. Ao longo do caminho fui assessor parlamentar, gestor, estudante permanente e profissional dedicado.

Conquistei três pós-graduações nas áreas de gestão pública, meio ambiente e educação. Porque o conhecimento, assim como a virtude, nunca está concluído. Ambos exigem cultivo diário.

Aos 45 anos enfrentei um dos maiores desafios da vida pública. Candidatei-me a vereador em minha cidade. Diziam que seriam necessários 2.500 votos. Recebi quase 2.000. Não foi suficiente para a vitória eleitoral.

Mas naquele dia aprendi uma das mais duras lições da existência.

Quando o resultado foi anunciado, apenas um amigo me telefonou.

Para muitos, aquilo poderia ser visto como fracasso. Para um estoico, foi revelação.

Os aplausos são passageiros. As multidões são inconstantes. O reconhecimento raramente acompanha o esforço na mesma proporção. A única companhia permanente é a própria consciência.

Marco Aurélio escreveu que o valor de um homem é medido pelo valor das coisas às quais ele dedica sua vida. E eu jamais dediquei minha vida aos aplausos.

Dediquei minha vida ao trabalho.

Hoje, aos 47 anos, depois de enfrentar uma separação dolorosa, continuo de pé. A dor visitou minha casa, mas não ocupou minha alma. Perdi amores, perdi projetos, perdi ilusões. Mas preservei aquilo que importa: a capacidade de seguir adiante.

Continuo trabalhando intensamente. Continuo construindo. Continuo ajudando a dirigir uma grande rede de proteínas que também carrega parte do meu esforço e da minha história. Continuo estudando. Continuo me preparando.

Porque a vida não recompensa os que nunca caem. A vida revela os que sempre se levantam.

O córrego de Benfica ficou para trás, mas nunca saiu de mim. Ele me ensinou que a correnteza empurra muitos. Poucos escolhem nadar contra ela.

E talvez seja essa a verdadeira medida de uma existência.

Não os cargos ocupados.
Não as casas construídas.
Não as eleições vencidas ou perdidas.

Mas a disposição de permanecer firme quando a sorte muda, quando os amigos desaparecem, quando o amor parte e quando a vida exige mais uma vez que você recomece.

Eis a tarefa do homem.

Continuar.

Sempre continuar.


Itamar Franco: A Serenidade dos Homens que Não Precisam Gritar

A história costuma dar mais espaço aos que fazem barulho. Aos que transformam a política em espetáculo, aos que vivem da frase de efeito e da necessidade permanente de aplausos. Mas, de tempos em tempos, surge alguém cuja maior virtude é justamente a ausência dessa necessidade. Para mim, Itamar Franco foi um desses homens.

Nascido por acaso em alto-mar, entre o Brasil e a Europa, parecia destinado a uma vida singular. Mas sua singularidade não estava na excentricidade dos fatos, e sim na maneira como conduziu o poder quando ele lhe caiu sobre os ombros.

O estoicismo ensina que o homem sábio não busca os cargos; busca cumprir seu dever. E quando o destino lhe entrega uma responsabilidade, ele não se pergunta se é conveniente, mas se é correto. Foi exatamente essa impressão que Itamar deixou.

Assumiu a Presidência em um dos períodos mais delicados da história nacional. O país atravessava uma crise institucional profunda, a economia parecia um organismo febril e a confiança da população estava esgotada. Muitos, diante daquele cenário, teriam procurado a glória pessoal. Teriam tentado construir uma imagem de salvador.

Itamar escolheu outro caminho.

Preferiu cercar-se de pessoas competentes. Aceitou dividir méritos. Entendeu algo que os estoicos repetem há mais de dois mil anos: o ego é um péssimo conselheiro.

Enquanto tantos políticos trabalham para serem lembrados, ele parecia trabalhar para resolver problemas. Enquanto outros buscavam protagonismo, ele aceitava a condição de servidor da circunstância. Não precisava ser o centro da fotografia; bastava que o país encontrasse alguma estabilidade.

Marco Aurélio escreveu que “a fama após a morte é a mesma coisa que o esquecimento”. Itamar parecia compreender isso intuitivamente. Nunca cultivou a obsessão moderna pela popularidade instantânea. Sabia que o valor de um homem não está no volume dos aplausos, mas na qualidade de suas decisões.

Sua trajetória também demonstra outra virtude estoica: a independência de espírito. Não foi um político facilmente encaixado em tribos ou correntes rígidas. Muitas vezes desagradou aliados e adversários porque preferia seguir a própria consciência. Há um preço alto para quem escolhe esse caminho: a solidão. Mas a liberdade quase sempre cobra esse preço.

Hoje, em uma época dominada pela ansiedade da exposição permanente, a figura de Itamar Franco parece ainda mais relevante. Sua vida nos lembra que firmeza não é agressividade, que autoridade não exige espetáculo e que a verdadeira força raramente precisa levantar a voz.

Talvez por isso sua imagem permaneça. Não como a de um herói fabricado pela propaganda, mas como a de um homem que compreendeu algo essencial: o dever vale mais que a vaidade, a serenidade vale mais que o aplauso e a consciência tranquila vale mais que qualquer poder.

Essa é uma lição profundamente estoica. E talvez seja por isso que Itamar Franco continue sendo lembrado como um dos raros homens públicos que pareciam governar não para si mesmos, mas para a responsabilidade que o destino lhes confiou.


A Chama da Conquista

Há uma ideia moderna de que o amor deve ser perfeitamente equilibrado, medido em doses iguais, contabilizado como uma planilha emocional. Os estóicos provavelmente sorririam diante disso. Nem tudo na vida se distribui de forma simétrica. O que importa não é quem ama mais, mas quem é capaz de amar com dignidade.

Se você se interessar verdadeiramente por alguém, pergunte a si mesmo: por quanto tempo seria capaz de escrever para essa pessoa sobre aquilo que a tornou única aos seus olhos? Quantas palavras você encontraria para descrever o brilho discreto de um gesto, a inteligência escondida numa conversa comum, a força silenciosa que ela carrega sem perceber?

O homem que ama não se diminui por amar intensamente. Ao contrário, revela a abundância do próprio espírito. Amar é enxergar. E enxergar profundamente é uma das virtudes mais raras de nosso tempo.

Talvez a mulher não ame com a mesma intensidade. Talvez nunca escreva textos tão longos, nem faça declarações tão elaboradas. Mas isso não significa ausência de sentimento. Homens e mulheres frequentemente expressam afeto de maneiras diferentes. O que uma mulher deseja, muitas vezes, não é um poeta permanente, mas alguém que permaneça. Alguém que cuide, que proteja, que admire e que continue escolhendo sua presença mesmo depois que a novidade desaparece.

A chama da conquista não se mantém pela ansiedade de possuir. Mantém-se pela capacidade de continuar encontrando motivos para admirar. O desejo mais forte não nasce da carência, mas da contemplação. O homem que continua vendo beleza onde os outros já enxergam rotina preserva o fogo que o tempo tenta apagar.

Os estóicos ensinavam que nada externo nos pertence. Nem mesmo as pessoas que amamos. Por isso, amar alguém é um exercício diário de gratidão. Não pela certeza da permanência, mas pelo privilégio da existência.

E talvez seja essa a verdadeira conquista: não fazer alguém ficar, mas continuar encontrando razões para admirá-la enquanto ela estiver ao seu lado.

O Tempo da Felicidade é Relativo, Não Importa - Parte II

Há uma armadilha silenciosa no mundo moderno: a crença de que todo sofrimento precisa ser imediatamente resolvido.

Nossos avós não pensavam assim.

Eles sabiam que certas dores não possuem remédio rápido. Algumas precisam apenas atravessar o corpo e seguir seu caminho, como uma tempestade atravessa o céu.

Hoje, porém, diante de qualquer desconforto, abre-se o celular. E imediatamente surgem gurus, coaches, terapeutas de quinze segundos, especialistas em felicidade instantânea e profetas da autoestima permanente.

Todos prometem respostas.

Poucos oferecem sabedoria.

A consequência é curiosa: nunca houve tanto conteúdo sobre felicidade e, ao mesmo tempo, tantas pessoas incapazes de suportar um dia ruim.

O algoritmo não quer que você se cure. Ele quer que você permaneça interessado no assunto da sua dor.

Se você está sofrendo por amor, ele lhe entrega mais amor perdido.

Se está indignado com política, ele lhe oferece mais indignação.

Se está deprimido, ele o afunda em um oceano de conteúdos sobre depressão.

Não existe conspiração. Existe apenas um modelo de negócios baseado na sua atenção.

E atenção é tempo.

O mesmo tempo que você poderia estar usando para viver.

Marco Aurélio escrevia seus pensamentos olhando para guerras, epidemias e traições. Sêneca refletia sobre a morte porque sabia que ela estava sempre próxima. Epicteto ensinava serenidade sendo um ex-escravo.

Nenhum deles possuía um feed infinito para anestesiar a realidade.

Por isso desenvolveram algo que estamos perdendo: a capacidade de permanecer sozinhos com os próprios pensamentos.

O homem contemporâneo raramente está sozinho.

Está sempre acompanhado por uma tela.

Mas companhia não é conexão.

Informação não é sabedoria.

Estimulação não é vida.

Você pode passar oito horas consumindo vídeos sobre propósito e terminar o dia sem propósito algum.

Pode assistir cem palestras sobre coragem e continuar sem coragem.

Pode ouvir mil especialistas falando sobre felicidade e continuar infeliz.

Porque a transformação nunca aconteceu na tela.

Ela acontece na prática.

A vida continua sendo analógica.

O abraço continua sendo analógico.

A amizade continua sendo analógica.

A conversa de mesa de bar continua sendo analógica.

O cheiro da chuva, o café compartilhado, a gargalhada inesperada e a caminhada sem destino continuam existindo fora dos servidores das grandes empresas de tecnologia.

Talvez seja por isso que tanta gente se sente vazia.

Não porque lhe falte conhecimento.

Mas porque lhe sobra informação e lhe falta experiência.

O estoico compreende que a alma humana não foi feita para viver observando a vida dos outros.

Foi feita para viver a própria.

Então, quando a tristeza chegar, porque ela chegará, talvez a pergunta correta não seja “qual vídeo devo assistir?”

Talvez seja:

“Qual amigo devo procurar?”

“Qual rua devo caminhar?”

“Qual livro devo abrir?”

“Qual mesa de boteco ainda guarda uma cadeira vazia para mim?”

Porque a cura de muitas angústias modernas pode estar justamente onde os antigos a encontravam:

Em uma conversa sincera.

Em uma boa risada.

Em um copo sobre a mesa.

E na humilde descoberta de que nem tudo precisa ser compreendido para ser superado.


O Tempo da Felicidade é Relativo, Não Importa

Os estoicos jamais prometeram felicidade permanente. Pelo contrário. Sabiam que a alegria é visitante, não moradora. Vem, senta-se à mesa por algum tempo e depois parte sem pedir licença. O sofrimento faz o mesmo. A vida é feita dessas alternâncias, e lutar contra elas é como tentar segurar água entre os dedos.

Por isso, o tempo da felicidade é relativo. Não importa se durou dez anos, dez meses ou dez minutos. O que importa é que existiu. A obsessão moderna por medir a própria felicidade transformou a existência numa espécie de auditoria emocional permanente. Todos querem saber se estão felizes o suficiente, realizados o suficiente, amados o suficiente.

Mas o problema se agravou quando entregamos nossa alma aos algoritmos.

Hoje, você perde um amor e o celular percebe. Então começa a lhe servir uma dieta infinita de vídeos sobre términos, abandono, relacionamentos tóxicos, dependência emocional e superação. Cada vídeo parece compreensão, mas muitas vezes é apenas combustível para manter a ferida aberta.

Você está triste. O algoritmo detecta. E passa a lhe mostrar mais tristeza.

Você está ansioso. O algoritmo percebe. E lhe oferece um estoque inesgotável de conteúdos sobre ansiedade.

Você sente vazio. E recebe milhares de especialistas explicando por que sente vazio.

Sem perceber, a dor deixa de ser uma experiência humana e passa a ser um produto de consumo.

Os antigos não tinham isso. Quando sofriam por amor, encontravam um amigo. Quando estavam perdidos, caminhavam. Quando a alma pesava, sentavam num banco de praça, observavam o movimento da rua ou iam ao boteco da esquina ouvir uma piada ruim e rir mesmo assim.

Não porque fossem mais sábios, mas porque ainda estavam conectados à realidade.

O estoico entende que nem toda dor precisa ser analisada até a exaustão. Algumas precisam apenas ser vividas. O luto pede tempo. A saudade pede silêncio. A frustração pede trabalho. E a solidão, muitas vezes, pede companhia de carne e osso, não de tela e algoritmo.

Talvez a melhor decisão em certos dias não seja assistir ao centésimo vídeo sobre o seu problema. Talvez seja simplesmente desinstalar o aplicativo.

Ir para a rua.

Tomar um café.

Contar uma piada no boteco da esquina.

Conversar sobre futebol, política, música ou qualquer bobagem que não tenha a pretensão de curar sua alma.

Porque, às vezes, a essência humana não está na busca incessante por respostas. Está justamente na capacidade de esquecer a pergunta por algumas horas.

E, quando você volta para casa depois de rir sem motivo importante, descobre algo que os estoicos já sabiam há dois mil anos:

A felicidade nunca foi um estado permanente.

Era apenas um intervalo.

E isso sempre foi suficiente.

domingo, 24 de maio de 2026

Gonzaguinha: A Dignidade de Quem Transformou Dor em Verdade




Há homens que nascem cercados por nomes gigantescos e passam a vida tentando fugir da sombra deles. Gonzaguinha fez o contrário: encarou a própria dor, atravessou suas ausências e transformou tudo em verdade cantada.


Filho de Luiz Gonzaga e de Odaléia Guedes, perdeu a mãe ainda menino. O pai, viajando o Brasil inteiro com a sanfona nas costas, não podia criá-lo. Foi então entregue aos padrinhos, Dina e Henrique Xavier, no Morro de São Carlos, no Estácio carioca. E talvez ali, entre a dureza do morro, o samba das vielas e a simplicidade dos que sobrevivem sem glamour, tenha nascido o homem que jamais aprenderia a mentir para agradar.


Gonzaguinha conheceu cedo a ausência, a pobreza e o sentimento de não pertencimento. Mas há pessoas que se quebram diante disso. Ele se construiu. Aprendeu violão com Xavier, carregou feira, viveu a realidade do povo comum e transformou essa experiência em consciência. Formou-se em Economia e poderia ter escolhido um caminho confortável, técnico, previsível. Preferiu o risco da arte. Preferiu dizer o que incomodava.


Sob uma ótica estóica, Gonzaguinha representa o homem que não escolhe as circunstâncias, mas escolhe o que fará delas. Não controlou a perda da mãe. Não controlou a distância do pai. Não controlou a dureza da vida no São Carlos. Mas controlou a resposta que daria ao mundo. E respondeu com coragem, inteligência e profundidade.


Enquanto muitos artistas buscavam aplauso fácil, Gonzaguinha buscava verdade. Suas músicas tinham nervo, tinham conflito, tinham humanidade. Falava de amor sem açúcar artificial, de política sem servidão ideológica e da vida sem maquiagem. Era intenso porque viveu intensamente suas contradições.


Talvez por isso continue atual. Porque homens autênticos não envelhecem. Eles permanecem.


Gonzaguinha não foi apenas “filho de Gonzagão”. Foi um pensador popular disfarçado de compositor. Um homem moldado pela dor, mas que recusou o ressentimento. E isso é uma das formas mais raras de grandeza.


Bob Dylan e a Liberdade Estoica


Bob Dylan jamais pertenceu verdadeiramente a lugar algum. E talvez seja exatamente por isso que se tornou eterno. Enquanto o mundo exigia rótulos, bandeiras e certezas, ele escolheu a estrada incerta da independência. Mudou de voz, mudou de estilo, mudou de fase, mas nunca mudou para agradar.

Há algo profundamente estoico em sua trajetória. O estoico compreende que a liberdade interior vale mais do que aplausos passageiros. Dylan entendeu cedo que o homem que vive para atender expectativas se torna prisioneiro da aprovação alheia. Por isso rompeu com movimentos que queriam transformá-lo em símbolo político, abandonou fórmulas que lhe davam sucesso e suportou vaias quando decidiu eletrificar sua música. Preferiu a autenticidade ao conforto.

Enquanto muitos artistas passam a vida tentando preservar uma imagem, Dylan fez o oposto: destruiu continuamente as versões antigas de si mesmo. Porque sabia que permanecer imóvel para agradar aos outros é uma forma silenciosa de morrer. O estoicismo ensina que devemos agir conforme nossa natureza, não conforme a multidão. E Dylan nunca permitiu que a multidão definisse quem ele deveria ser.

Sua vida também revela outra virtude estoica: a indiferença ao reconhecimento externo. Mesmo quando recebeu o Nobel de Literatura, sua reação foi quase desconcertante para um mundo sedento por cerimônias e validação pública. Como se dissesse silenciosamente: “o valor da obra não depende do espetáculo em torno dela”.

Bob Dylan atravessou décadas sem se dobrar às modas, aos grupos ou aos donos da verdade. Solitário muitas vezes, incompreendido em outras, mas inteiro. E há uma força rara nisso. Porque o homem verdadeiramente livre não é o que agrada todos os lados, mas aquele que suporta caminhar sozinho sem negociar a própria essência.

Num tempo em que tantos moldam suas opiniões para caber em plateias digitais, Dylan permanece como lembrete de que a independência tem um preço e também uma dignidade. O estoico sabe: perder aprovação pode ser doloroso; perder a si mesmo é fatal.



1989: Quando o Gênio Virou Palhaço e os Palhaços Viraram Gênios

  Uma reflexão estoica sobre a primeira eleição presidencial pós-ditadura e o eterno conflito entre espetáculo e sabedoria. A primeira eleiç...