Você sabia que há um terreno às margens da BR-040, entre Rio e Belo Horizonte, que por lei está reservado para um parque tecnológico? Um pasto cheio de capim, sim, mas com enorme potencial se houver visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento. Para iniciativas assim, sou a favor de um empréstimo. Ou ainda, para aquisição de novas áreas para ampliação do nosso distrito industrial. Para financiar programas de incentivo à inovação, reciclagem, transformação de resíduos, aquisição de maquinário moderno, ou apoio à inserção de jovens técnicos nas empresas locais.
Mas o que se propõe agora? Um novo empréstimo de R$ 300 milhões, com carência de pagamento, mas que explodirá no colo das próximas gestões. A justificativa? Obras contra alagamentos. Vamos usar um exemplo real: a região de Santa Luzia. Quem hoje planeja “solucionar” os alagamentos são os mesmos que ontem liberaram licenças para os condomínios cujas obras de terraplanagem comprometeram os córregos da área.
Gente, não vamos fingir que não sabemos aonde isso leva. Basta olhar para o governo de Minas Gerais, com receitas inteiramente comprometidas para pagar dívidas passadas, salários escalonados e 13º atrasado. Juiz de Fora não pode seguir pelo mesmo caminho. Dívida atrás de dívida, empréstimo em cima de empréstimo: R$ 1 bilhão aprovados em menos de cinco anos!
E não se esqueça: há apenas dois meses, esse mesmo governo tentou empurrar um “Tributaço” goela abaixo da população. Recuaram diante da pressão, mas voltaram agora com mais dívida.
Ainda há tempo. Diga não a esse anti-presente de R$ 300 milhões neste fim de ano. A cidade precisa de investimento, não de amarras fiscais. Trabalhar para pagar erros do passado não pode ser o futuro de Juiz de Fora.
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