Existe na cidade um grupo que fala em valores, princípios e moralidade. Mas quando chega a hora de escolher referência, recorre exatamente ao símbolo máximo da velha política que fingem combater.
Para quem anda com a memória seletiva, vale lembrar que Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato e preso em 2016 por corrupção e lavagem de dinheiro. Isso não é opinião. Está nos autos.
Mesmo assim, tentam vender como estratégia aquilo que o Brasil inteiro conheceu como método.
O mais curioso é que o próprio personagem já bateu em diversas portas partidárias e nem os chamados partidos de aluguel quiseram embarcar. PL, Podemos e Republicanos já fecharam a porta. Ainda assim, aqui na cidade, há políticos erguendo a bandeira do sujeito. Com que cara eu não sei.
Nos bastidores todo mundo sabe quem está com quem. Quem posa de novo enquanto recicla as velhas práticas. Quem fala em renovação, mas negocia poder como se política fosse leilão.
Isso não é projeto de cidade.
Projeto exige planejamento, visão de longo prazo, responsabilidade com dinheiro público e coerência entre discurso e prática. Ganhar a qualquer custo não é ganhar. É apenas ocupar espaço.
Quem não tem proposta grita.
Quem não tem trabalho aponta o dedo.
Quem não tem legado tenta reescrever a própria biografia.
A cidade merece política de verdade. Não alianças de ocasião. Não idolatria a símbolos do passado. Não poder pelo poder.
Porque no fim, a conta sempre chega. E não é o oportunista que paga. É a população.
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