Em Juiz de Fora, a administração destinou R$5 mil para a Defesa Civil valor suficiente, talvez, para meia dúzia de cones e um apito e R$ 2 milhões para enfeites de Natal. Sim, isso mesmo: luzinhas piscando em postes enquanto manilhamento velho e bocas de lobo sujas fazem ruas inteiras abrirem crateras.
A mesma gestão que agora clama por mais um empréstimo de R$ 300 milhões (para investimentos, dizem eles), também limpou o caixa da Cesama, estatal de saneamento, com um PIX de R$ 96 milhões para conseguir pagar o 13º salário. E assim segue o milagre da multiplicação da dívida pública.
E o parlamento local? Ah, esse brilha à parte. A Câmara que vive cheia de discursos inflamados também acaba de aprovar, discretamente, férias remuneradas de 30 dias para os vereadores. Isso somado aos inúmeros recessos anuais, vale alimentação, plano de saúde top de linha, carro alugado sem identificação (para parecer particular) e um séquito de assessores.
As pedaladas fiscais já viraram marcha atlética. Mas quem ousa cobrar moralidade? É como dizem: nem toda Câmara é um poder legislativo. Algumas são apenas palco ou um enfeite natalino.
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