Na semana em que os vereadores se preparam para aprovar mais R$ 300 milhões em novos empréstimos, elevando o total para R$1,3 bilhão contratados pela atual gestão, uma nova bomba fiscal veio à tona: R$64 milhões em dívidas previdenciárias referentes a repasses obrigatórios que estão represados desde 2022.
Isso mesmo: o que deveria ser depositado mês a mês, garantindo o futuro dos servidores municipais, não está sendo pago. E não para por aí. Há ainda cerca de R$30 milhões em dívidas com os prestadores do Saúde Servidor, realidade já sentida por quem tenta agendar consultas, exames ou atendimento médico básico.
O buraco, portanto, é muito maior do que parece sobretudo se considerarmos os empenhos não liquidados espalhados pelas secretarias. O que hoje parece uma “solução” com carência e parcelamento, pode se tornar, em breve, uma dívida impagável para a cidade.
Rogo pela sensibilidade dos vereadores, pelo compromisso com Juiz de Fora e pelas próximas gerações. É hora de dar um basta. Porque todos já fazemos ideia do abismo fiscal em que estamos entrando.
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