Nicolás Maduro é o tipo de figura que ninguém defende nem mesmo a esquerda. Um regime sustentado por militares corruptos, cartéis e a miséria do próprio povo. É impressionante que sua prisão tenha ocorrido em uma ação que durou menos de um minuto! Talvez isso explique o silêncio: não há muito o que dizer sobre o fim de algo que já era insustentável. Uma ação ao nascer do ano novo, contudo, acende uma faísca de esperança.
Alguns líderes mundiais já se apressaram em demonstrar preocupação com o direito internacional e a intervenção de um país sobre outro. Mas convenhamos… a Venezuela ainda pode ser chamada de país? Ou virou uma terra sem lei, com instituições sequestradas e um povo exilado dentro e fora de suas fronteiras?
O discurso cansado de que “os americanos querem roubar o petróleo” já não convence mais ninguém. Afinal, o que essa riqueza trouxe ao povo venezuelano? Fila, fome e êxodo. O que era para ser motor de desenvolvimento virou símbolo de degradação.
Maduro coleciona números que envergonham qualquer civilização: mais de 8 milhões de venezuelanos refugiados, duas eleições fraudulentas e não reconhecidas, 18 mil prisões políticas e um colapso econômico com inflação acumulada em níveis absurdos, que desafiam a matemática e a dignidade humana.
Lugar de ditador sanguinário é na prisão. E o ideal seria que a Justiça venezuelana tivesse resolvido isso há tempos. Mas ditaduras não apenas controlam o poder elas sequestram os poderes públicos, a Justiça e a própria noção de legalidade.
Mas não tenhamos ilusões: a prisão de Maduro não representa o fim do regime. Nenhum ditador governa sozinho. Há toda uma engrenagem de generais, bajuladores, cúmplices e oportunistas que sustentam a máquina. Se a cabeça caiu, o corpo ainda tenta se arrastar. A tarefa agora é desmanchar toda a estrutura que permitiu essa tragédia durar tanto.
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