Enquanto você briga na internet, a boiada passa.
O rombo fiscal cresce, alguém pergunta “como fecha a conta?”, e a resposta oficial é simples e clássica: manda mais 60 bilhões e empurra pra frente. Planejamento é coisa do passado, o presente é improviso institucionalizado.
E o que fazem os deputados federais diante desse cenário? Sensibilidade social? Corte de privilégios? Que nada. Aprovam com “ressalvas”, aquelas mesmas que sempre caem no colo do contribuinte. Enfiam mais R$ 5 bilhões nesse bolo indigesto para garantir um reajuste “justo” aos servidores do Congresso. Justo pra quem?
Resultado: salários estourando o teto constitucional e batendo na casa dos R$ 80 mil mensais, tudo isso por uma rotina extenuante de quatro horinhas “pesadas”, de segunda a sexta. Democracia exige sacrifícios, dos outros.
Quer saber qual deputado votou a favor? Impossível saber. Não houve voto nominal. Trata-se de um elegante acordo do Colégio de Líderes, esse clube seleto onde a transparência tira férias. Houve raríssimas exceções e alguma indignação, com destaque para Kim Kataguiri e toda a bancada do Partido Novo.
O restante? A favor, claro: PL, PT, MDB, PSD e toda a sopa de letras que você conseguir lembrar. Quando o assunto é privilégio, a polarização some como mágica.
No mesmo pacote, validaram também uma Medida Provisória do Bolsa Gás. Sim, em pleno ano eleitoral. Parece exagero, mas é só Brasília funcionando normalmente.
Lula se elegeu prometendo picanha e cerveja. Encerra o terceiro mandato subsidiando gás de cozinha, porque o povo, vejam só, voltou a cozinhar na lenha.
Mas fique tranquilo: continue discutindo nos comentários da internet.
A boiada agradece.
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