Faltando quatro dias para o pagamento do 13º salário dos servidores municipais, eis que um “milagre” acontece: a Cesama, nossa estatal do saneamento, é sangrada em R$ 96 milhões dos R$ 104 milhões poupados e agora livres, resultado de uma vitória judicial iniciada ainda em 2010, quando a empresa, então sob a gestão de André Borges, buscava isenção de tributos federais.
Justiça feita? Talvez. Mas justiça pra quem?
Com austeridade exemplar, a Cesama criou um fundo, mantendo os valores que seriam pagos caso perdesse a causa. Ganhou. Dinheiro liberado. E a promessa de investimentos em água, esgoto e despoluição do Rio Paraibuna evaporou num PIX enviado diretamente para os cofres da Prefeitura, que, coincidentemente, enfrentava dificuldades para honrar a folha de pagamento.
O que era para ser reinvestido ou até devolvido ao contribuinte já que os valores recolhidos com base em impostos agora considerados indevidos saíram do bolso da população virou solução mágica para mais um rombo no orçamento municipal. Palmas para a engenharia contábil.
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a autonomia da Cesama, agora não tem mais. É uma estatal, mas só no papel. Porque, na prática, virou o cofre de emergência da Prefeitura.
Estamos apenas no primeiro ano do segundo mandato. A Cesama, sem recursos para investir, Demlurb com dificuldades, e a cidade enterrada em dívidas. Mas tudo bem. O 13º está garantido. O resto… a gente empurra com a barriga.
Ah, e se você esperava de volta aquilo que foi cobrado indevidamente nos últimos anos, esquece. Não é todo dia que um PIX salva o Natal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário